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Setembro Amarelo: confira práticas corporativas para abordar com a equipe


























O movimento do Setembro Amarelo já se fixou no calendário como o mês dedicado à prevenção ao suicídio. Um tema ainda rodeado de tabus e preconceitos, que precisam ser derrubados e discutidos.

A saúde mental está diretamente ligada à temática e por isso é explorada por especialistas no assunto. Alguns dos quais conhecemos bem, como Dr. Jairo Bouer, Dr. Daniel Barros e Lígia Costa, todos palestrantes da Star Palestras.

E como falar a respeito é importante para a prevenção, muitas empresas têm abordado o tema em palestras, com foco no bem-estar e na qualidade de vida dos funcionários. A seguir, a gente traz algumas práticas que podem ser aplicadas hoje mesmo nas equipes.

Dia oficial do Setembro Amarelo

No Brasil, a campanha começou, em 2015, pela união entre o Centro de Valorização da Vida (CVV), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Além disso, 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

O grupo incentiva organizações, instituições, empresas e representantes da sociedade civil abordarem o tema de alguma forma. Vale pintar e iluminar fachadas ou estampar o amarelo em diferentes resoluções.

Frases como “toda vida importa” ou “você não está sozinho” fazem parte de ações e são bastante difundidas.

Além disso, todos os anos a campanha segue uma temática diferente. “Agir salva vidas” é o tema de 2021.

Por que falar sobre suicido?

O número de casos de quem comete suicídio são cada vez mais altos, como alerta a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Mais de 96% têm origem em problemas ligados à saúde mental como depressão, violência doméstica, transtorno bipolar, abuso de álcool e drogas. Fatores que ficaram ainda mais em evidência na pandemia da Covid-19, como alerta a organização.

Outro estudo realizado pela Unicamp indicou que 17% dos brasileiros, em algum momento, pensaram seriamente em dar um fim à própria vida. Desses, 4,8% chegaram a elaborar um plano para isso, segundo dados publicados no site Setembro Amarelo. https://www.setembroamarelo.org.br/prevencao/

Práticas para abordar o tema na empresa

No ambiente corporativo, a saúde física e mental são preocupações constantes. E o tema suicídio ainda é pouco explorado.

Toda empresa pode e deve apoiar o mês do Setembro Amarelo e algumas práticas podem ser facilmente aplicadas. Por exemplo:

  • Promover palestras sobre saúde mental e prevenção;
  • Ter um ponto de apoio psicológico na empresa para o funcionário falar a respeito;
  • Treinar os líderes para identificarem possíveis sinais;
  • Organizar dinâmicas e atividades em grupo estimulando a importância do convívio social;
  • Falar sobre comunicação não-violenta.

Essas e outras ações são formas de aliviar o estresse, a ansiedade, ajudar no autocontrole e proporcionar momentos de bem-estar aos funcionários.

Afinal, existe consenso popular que falar sobre o suicídio deve ir além do Setembro Amarelo. Estimule a vida, ajude o próximo!

E caso você tenha interesse em contratar algum profissional que fale sobre saúde mental na sua empresa, entre em contato com a gente.

Mindfulness: entenda como as empresas já descobriram a técnica


























Aplicar técnicas do Mindfulness em treinamentos corporativos têm sido a escolha de muitas empresas para melhorar a produtividade no ambiente de trabalho.

 

Um dos motivos é a avalanche de estímulos que temos recebido por todos os lados e 24 horas por dia. Manter a atenção plena e o foco no presente são estratégias do Mindfulness já aplicadas por especialistas nas grandes empresas, como tem feito a Ligia Costa, palestrante da Star Palestras.

 

Como aplicar a técnica nos programas e os benefícios que a prática gera entre os colaboradores e gestores é o assunto deste post.

 

O que é Mindfulness?

Antes de a gente detalhar como o Mindfulness ajuda a tornar uma equipe mais produtiva, humanizar processos, trazemos um pouco de conceito.

 

A palavra Mindfulness significa atenção plena, praticar o presente da maneira mais consciente possível, focando em cada movimento do corpo, da situação e na respiração, aceitando toda a experiência do momento.

 

Como as empresas aplicam a técnica no ambiente corporativo

Muitas empresas já enxergaram que cuidar da saúde mental de seus colaboradores é essencial para a produtividade e se apoiam na técnica do Mindfulness.

 

Os programas baseados nessa técnica auxiliam, por exemplo, os gestores a tomarem decisões mais conscientes, libertando de ações automáticas.

 

A especialista Ligia Costa, palestrante da Star Palestras, tem sido referência na aplicação do Mindfulness em grandes companhias. Professora da FGV e CEO do Thank God it’s Today, Ligia prepara líderes desenvolvendo habilidades socioemocionais.

 

Em seus encontros, a profissional defende que liderar com amor gera lucros. E que a liderança em transformação acontece passo a passo, como um lento caminhar. Cita ainda alguns fatores importantes.

 

  • Falar com o coração gera conexão;
  • Escutar permite a inclusão;
  • Respeitar as diferenças é olhar para um outro ser humano, que é alguém igual a você;
  • Oferecer gentileza torna a equipe mais produtiva.

 

Benefícios da prática do Mindfulness em grupos de trabalho

Estudos científicos já provaram benefícios da prática em diferentes situações da vida, como pacientes em tratamento de doenças, ansiedade e depressão.

 

Em relação a ambientes profissionais, a técnica se torna benéfica para aumentar a concentração, atenção e desempenho, diminui o estresse, entre outros como que melhoram habilidades pessoais:

 

  • Saber trabalhar em equipe;
  • Comunicação empática;
  • Mediação de conflitos;
  • Melhorar as relações interpessoais.

 

Dicas para aplicar o Mindfulness hoje mesmo:

 

  • Respire profundamente;
  • Silencie os pensamentos irracionais;
  • Acalme o coração acelerado;
  • Diga “está tudo bem e vai ficar tudo bem”.

 

Agora que você já sabe mais sobre Mindfulness e os benefícios que a prática pode trazer para colaboradores e gestores de empresas, conheça também as palestras da Ligia Costa. Entre em contato com a nossa equipe.

 

Você também pode conhecer mais o trabalho da Ligia no canal no Youtube.

Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?























Por Mauro Wainstock

A classificação da sociedade através das gerações etárias sempre auxiliou os pesquisadores a entenderem mudanças históricas e a mapearem necessidades específicas de cada um destes grupos. Mas será que um indivíduo com 39 anos é tão diferente daquele que acabou de completar 40 anos e que, de forma automática, passou a pertencer a um outro segmento? Será que este aniversariante se sente em outra etapa da vida no momento seguinte em que assopra a velinha?


O admirável mundo “algoritmizado” propiciou o surgimento de uma nova categoria que não é baseada necessariamente nos anos de vida, mas em desejos, interesses e comportamentos comuns, independente da faixa de idade. Trata-se do conceito de “Ageless Generation” ou “Perennials”, termo cunhado por Gina Pell, chefe de conteúdo da The What, que explica: “O mercado busca catalogar e homogeneizar nossos interesses, hábitos de consumo, até mesmo nossos valores e referências morais. Mas a realidade é que muitos de nós não se alinham com os rótulos que recebemos. Temos enorme capacidade de nos adaptar a mudanças, somos curiosos e estamos sempre florescendo. Enquanto estivermos com saúde, devemos continuar a crescer, aprender e explorar o que podemos fazer”.


Esta segmentação, que se caracteriza pelo mindset semelhante, é composta por indivíduos, de qualquer geração, que vivem o presente, são atualizados tecnologicamente, circulam em ambientes diversificados e convivem com múltiplas faixas etárias. Enfim, estão em constante evolução. Parafraseando o escritor francês Honoré de Balzac, “O homem começa a morrer na idade em que perde o entusiasmo”.


A cronologia cede espaço para a identidade social. Estes grupos não se moldam às expectativas geracionais, nem a regras e a costumes engessados. Têm como características intrínsecas a vontade de viver, a ânsia por aprender, o desejo de ousar e de se reinventar permanentemente, aspectos que se refletem na forma como encaram os desafios diários e a qualidade de vida. Abraçam causas e pretendem deixar legados. Junte-se a isto a prontidão para o desenvolvimento do autoconhecimento e da inteligência emocional e temos um profissional equilibrado e qualificado para o mercado de trabalho, ajudando a construir uma sociedade mais plural e inclusiva.


Felizmente, a diversidade não é mais uma opção; se tornou exigência. No ambiente corporativo, muitos são os exemplos de recrutamento às cegas, que vem proporcionando resultados incríveis! Estudos demonstram que a diversidade amplia a produtividade, estimula um clima organizacional positivo, potencializa o surgimento de profícuas soluções, qualifica os debates, contribui para a evolução de cada profissional e, consequentemente, incrementa os lucros. Portanto, não se trata de uma estratégia midiática apenas para engrandecer momentaneamente a reputação da marca, mas de um valor, urgente e indispensável, para propiciar resultados sustentáveis aos acionistas e, paralelamente, um benefício incomensurável à sociedade.


Neste universo em que o propósito assume a dianteira, valorizamos a resiliência, avaliamos o profissional pelas suas habilidades emocionais e pela capacidade de entregar resultados concretos. A outrora “civilização da média”, alicerçada por padrões comportamentais focados no desempenho regular, está totalmente ultrapassada, assim como o tripé “educação-emprego-carreira”. As formas de trabalho estão em constante mutação; os profissionais devem ressignificar a carreira, agregar valor e fazer a diferença.


Não basta ter iniciativas, mas também “acabativas”. Tudo junto e misturado. As profissões modernas envolvem atividades mais intelectuais e menos físicas e repetitivas – que serão exercidas pela automação. Características que antes eram seletivas, hoje são indispensáveis. Estar sempre atualizado, demonstrar inteligência emocional, ter adaptabilidade, ser assertivo na comunicação, aplicar uma postura empreendedora e estabelecer estratégias de relacionamento que envolvam tanto participativas ações presenciais como uma enriquecedora presença virtual, tornaram-se exigências e não mais diferenciais competitivos.


Por outro lado, novos desafios e questionamentos nos são apresentados: qual será a nossa qualidade de vida durante este período? Como vamos conseguir equilibrar trabalho e lazer; a saúde física e a mental? Como será convivência com a família e amigos e como enfrentaremos as inevitáveis transições? Como serão estes 30 anos adicionais de vida?


A expectativa de vida do brasileiro em 1940 era de 45 anos. Em 2018, quando o IBGE realizou o último levantamento, este número pulou para 76 anos. A previsão é que os nascidos a partir deste século já superem os 100 anos. 


Em seu livro "Extra Time", Camilla Cavendish, do "Financial Times", defende que a idade não deve ser medida pelos anos que já vivemos, mas por aqueles que ainda nos restam. Portanto, temos que nos preocupar menos com os nossos anos de vida e mais em colocar mais vida em nossos anos.


Se a vida começa aos 40, convido estes “jovens 40+” a pensar o que farão até os 120 anos e cito uma provocação do pensador chinês Confúcio: “Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?”

Como melhorar o equilíbrio de gênero nos conselhos de administração



























Por Lina Nakata


A participação de mulheres nos cargos mais altos de uma organização, ou seja, nas cadeiras dos conselhos administrativos, tem sido extremamente baixa. Há diversos estudos que mostram a existência da correlação positiva entre participação feminina nesses conselhos e melhor desempenho das organizações. Além disso, as empresas mais equilibradas nos conselhos também são melhores em ESG.

Quantas vezes teremos que provar que mais mulheres geram melhores resultados? Todos os estudos provam o mesmo, mas precisamos continuar mostrando os dados, como crescimento em faturamento, retorno sobre investimentos, retorno sobre ativos, dentre outros.

Nas organizações, a diversidade de gênero precisa percorrer por todos, não apenas no board. Os homens devem participar da conversa, ou não há equidade de gênero nas organizações. Além disso, o movimento precisa começar desde cedo, ou seja, deve-se enfatizar a mensagem com crianças, meninos e meninas.


E o que acontece?

Falta conexão entre os grupos dos quais as executivas das empresas participam, e a própria empresa em que elas atuam. Falta integração e força entre as diversas ações que estão sendo feitas nas organizações.

As empresas precisam de metas bem definidas relacionadas a gênero e de indicadores que acompanhem a evolução da empresa no assunto. Não adianta apenas dizer que a empresa apoia a diversidade, senão nada vai acontecer.


O que fazer?

As empresas devem ser bem firmes quando querem atingir a equidade de gênero, trabalhando a cultura e os indicadores. Idealmente, ter 50% de homens e 50% de mulheres em todos os níveis da empresa, mas a proporção de 40% e 60% até 60% e 40% já é muito boa.

As mulheres devem apoiar outras mulheres, e a pandemia agravou bastante o quadro das mulheres no mercado de trabalho, que perderam espaço em todos os campos. Os conselhos das empresas precisam ter mulheres justamente para lidarem melhor com seus mercados consumidores.

O trabalho das mulheres é tão bom quanto o dos homens. Em pesquisa global, as mulheres se mostraram mais efetivas que os homens em 84% das competências mensuradas.


Por que a representatividade feminina na liderança gera mais resultados?

A inclusão das perspectivas, habilidades, talentos e inovações das mulheres apoia o desempenho financeiro e não-financeiro.


As empresas que querem avançar com a participação feminina precisam considerar as duas barreiras: a resistência da mudança e a preparação de mulheres para a liderança. Precisam promover ações intencionais para orientar os desafios mais relevantes da organização.

E para ter uma noção da dificuldade, em 2003, a Noruega tornou-se o primeiro país do mundo a impor a cota de gênero, exigindo que quase 500 empresas – incluindo 175 que fazem parte da Bolsa de Oslo – aumentassem a proporção de mulheres para 40%. Observamos que essa participação cresceu nas empresas públicas, mas não foi tão boa nas empresas privadas. Mesmo em países com cultura mais equilibrada em gênero, ainda é um grande desafio, por isso trazemos este alerta para nossa reflexão.

 

Mindset X Futuro





















Por Solange Mata Machado


Um dos setores que está passando por uma transformação profunda é o transporte. Antes do final desta década a revolução na locomoção terá tido um grande impacto nos aspectos mais profundos e íntimos das nossas vidas. As escolhas por habitação, trabalho, lazer e como iremos usar o nosso tempo serão diferentes do que temos hoje.  Provavelmente essas escolhas irão mudar o perfil das cidades, a demografia, a educação e a própria vida profissional. E, não para por aí!

Consegue visualizar o futuro daqui a 9 anos? 2030? Feche os olhos e pergunte a si mesmo: Como as mudanças no transporte poderão afetar a minha vida? Comece pensando pequeno. Considere o seu dia, como poderá ser? Que tipos de incursões você fará? Onde você irá? Para fazer o quê? Com quem?

Certeza que conseguiu visualizar o FUTURO?

Pode parecer sem sentido a minha última pergunta, mas pense comigo. Em 2006, a área de varejo estava a mil por hora. As empresas líderes de mercado como a Sears era valorizada em 14 bi de dólares, a Target algo em torno de 40 bi e o Walmart em 160 bi. Neste ínterim, surge uma nova empresa chamada Amazon, desconhecida até então… lutando para sobreviver e sair do vermelho. Dez anos depois ... o cenário é totalmente diferente.  Sears, praticamente sumiu, a Target  passou a ser valorada em 55 bi e o Walmart chegou aos 250bi. E a Amazon???  700 bi dólares!!!

UAUUUU… que virada!! Quem diria? O que a Amazon fez foi usar uma nova tecnologia:  a internet

Estamos vendo o mesmo acontecer com o transporte.  Com os carros voadores, o carro autônomo, o hyperloop e o SpaceX….e, não pára por aí!

Não é fácil para nenhuma pessoa imaginar o FUTURO.

Em pesquisas científicas usando a ressonância magnética funcional (fMRI) descobriu-se que quando nos projetamos no futuro, a parte medial da área frontal do cérebro, onde reside a nossa  nossa capacidade de pensar sobre nós mesmos ou sobre outras pessoas, se fecha – se desativa. Nos incapacitando de projetar o futuro!! Em outro artigo publicado no  Journal of Neuroscience, os pesquisadores descobriram que a parte do nosso cérebro que imagina, chamado de default mode network, se divide em duas atividades complementares.  Uma atividade cria o futuro e a outra avalia se o evento é positivo ou negativo.  Porém, o futuro não é vívido, tangível e detalhado como um  evento que já tenha ocorrido!!! Ele é nebuloso e por esta razão criamos o futuro nítido com elementos que já temos gravado na nossa memória de longo prazo. Ou seja, criamos o futuro com o que já conhecemos HOJE!!!

Por esta razão, imaginar o FUTURO é sempre um desafio para todos nós.

Tecnologia exponencial como IA, Robótica e VR estão rapidamente desmaterializando, desmonetizando e democratizando produtos e serviços. Lembra da curva 6D do Peter Diamandis?

Coisas que costumavam estar disponíveis apenas para os mais ricos e a elite agora estão disponíveis para quase qualquer pessoa – em qualquer lugar do mundo. Uma criança no Zimbábue pode pesquisar no Google qualquer informação que quiser ou até mesmo fazer uma videoconferência com alguém do outro lado do mundo – gratuitamente.

Muitas coisas pelas quais pagamos milhões de dólares há apenas algumas décadas estão agora disponíveis em nossos smartphones gratuitamente.

Mas há um problema.

Nossas mentes evoluíram em um mundo de escassez, como fomos treinados pela estratégia porteriana, (desde 1981 – publicação da estratégia competitiva) para obter vantagem competitiva precisamos nos diferenciar, buscar a raridade e a unicidade frente aos nossos competidores. Este é um MINDSET de escassez.

Em um mundo de escassez, o bolo é limitado. Assim como a vantagem competitiva. Se o seu vizinho pegar uma fatia, você terá uma fatia menor. Este é um mundo de recursos limitados e competição de soma zero.

Mas quando você tem uma mentalidade voltada para o FUTURO o seu MINDSET é de abundância, em vez de fatiar a torta em fatias cada vez mais finas, você cria mais tortas. Escala globalmente.

Este é o futuro que a tecnologia exponencial possibilita. E essa tendência é verdadeira em quase todos os setores – quer as pessoas percebam ou não.

Lembre-se: desenvolver um MINDSET de abundância não é criar um mundo de luxo, é criar um mundo de POSSIBILIDADES.

Segundo Peter Diamandis para desenvolver um MINDSET para o FUTURO (abundância) você precisa:

(1) ENTENDER que o mundo está se tornando mais abundante e isso permite que você CRIE uma visão POSITIVA  para o futuro. Ter esse MINDSET positivo o diferencia de seus concorrentes e te ajuda a atrair a melhor equipe para sua missão.

(2) NÃO LASTIMAR oportunidades perdidas. Muitas outras oportunidades gratificantes e lucrativas estão no radar… basta você persistir e acreditar.

(3) ACREDITAR QUE O FUTURO É PROMISSOR. Portanto, é preciso aprender tudo o que puder para criar o futuro que você e seu negócio desejam.

(4) SABER que SEUS CONCORRENTES são seus PARCEIROS em potencial. Por que se preocupar desnecessariamente com seus concorrentes quando você pode criar outra torta maior? Você concentra seu tempo, atenção e recursos em perseguir OPORTUNIDDADES que são 10x (1.000%), em vez de lutar nas trincheiras por melhorias de 10%.

(5) REINVENTAR seu negócio por meio de lentes digitais – constantemente desmaterializando e democratizando seus produtos e serviços, tornando-os disponíveis para uma base de clientes cada vez maior  e a um custo cada vez menor.

(6) Como líder, TRANSMITIR E ACREDITAR em um futuro promissor e atraente que inspira e orienta seus funcionários e clientes. As pessoas inerentemente desejam boas notícias: * otimismo baseado em dados * em vez de um gotejamento contínuo de brincadeiras negativas, voltadas para a crise e que estimulem a amígdala. (parte do cérebro que está ligada ao sistema de sobrevivência – luta ou fuga – e que gera o estresse). 

 

Nova Economia e Inovação: como criar modelos de negócios ágeis e ousados
































Por Diego Barreto*

 

Quando se fala em Nova Economia, a inovação deixa de ser “opção”. Inovar está no DNA desses novos empreendedores e no cerne dessa tendência, com o máximo de empenho por soluções e negócios disruptivos e revolucionários. Mas como saber se um determinado negócio é de fato inovador, ou apenas parece ser?

 

Na transição da Velha Economia para a Nova Economia, sai de cena o modelo de negócio estático e antiquado, que depende de recursos naturais e commodities, e ganha espaço o negócio ligado à inovação contínua, sustentada por modelos de gestão ágeis, menos hierárquicos, com times diversos  e voltado para a sustentabilidade. Ou seja, é impossível pensar em inovação sem ganho de agilidade e desburocratização. É preciso deixar de lado a atuação lenta, atrelada a inúmeros processos, das empresas tradicionais, e dar espaço à atuação mais livre, com menos amarras e mais ousada, adotada pelas startups e novas corporações.

 

Esses dois modelos de negócios são muito distintos. Enquanto o primeiro é focado na segurança e na manutenção do status quo, o segundo investe na inovação – seja em produtos, gestão, tecnologia e processos, tudo visando ganhos de produtividade e maior agilidade. Na Nova Economia, é preciso estar sempre em busca de novas formas de atuar, novas tecnologias e ideias, sem medo de errar. O erro faz parte do processo de maturação do negócio, e não deve ser “evitado a qualquer custo”. Sem errar não se consegue chegar a um modelo ágil e pioneiro.

 

Apostando em novas soluções e no “fazer diferente”, aumenta-se a eficiência e responde-se melhor às demandas do consumidor, dessa forma dando espaço para o ciclo virtuoso de competição, que é a principal premissa da Nova Economia. Quando a concorrência torna-se mais acirrada, fazendo com que as empresas corram o risco de perder espaço no mercado, os gestores são fortemente incentivados a buscar maneiras criativas de aumentar o valor do que oferecem aos clientes. Nesse momento, é preciso escolher, de fato, entre “inovar ou morrer”.

 

Para ajudar nesse processo, listei 4 pontos de um “checklist” do negócio inovador:

 

Criar conflito criativo é necessário

 

Embora a inovação seja “mandatória” na Nova Economia, por si só, não cria sozinha um negócio disruptivo. É necessário atrelar a busca incessante por inovação aos investimentos em tecnologia e  à agilidade. Empresas inovadoras precisam de excelência operacional e uma base gerencial sólida – mas flexível. 

 

São as chamadas empresas ambidestras, que convivem com a tensão entre investir em um produto disruptivo e resolver os problemas urgentes de seu negócio principal. Isso cria um estado de conflito criativo permanente que permite que a inovação aconteça. As empresas da Nova Economia também criam e adotam processos, mas, quando percebem que determinada forma de atuar torna-se lenta ou falha, não resistem em ir em busca de novas maneiras de fazer as coisas. Esse é o “x da questão”, a grande diferença entre a Velha Economia e a Nova Economia.

 

Compartilhar informações é fundamental

 

Outro ponto a ser avaliado para saber se um negócio é inovador ou não é o quanto as informações são compartilhadas. A Nova Economia é movida pela meritocracia de ideias e, para que a melhor ideia vença, é preciso que haja sucessivas discussões em busca das melhores soluções. E isso só é possível se houver transparência, e se todos os envolvidos estiverem a par do andamento do projeto.

 

De acordo com estudo do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral, um negócio instalado em uma aceleradora, incubadora ou parque tecnológico tem maiores chances de prosperar que outro sediado em um escritório próprio ou alugado. O grande “segredo” do sucesso, segundo a pesquisa,  é o compartilhamento de informações e de experiências entre as pessoas de diferentes backgrounds, formações e em diferentes estágios de desenvolvimento profissional.

 

Além disso, a transparência também é fundamental para garantir a agilidade na operação, pois o tempo é um fator crucial para os negócios na Nova Economia.

 

Vantagem competitiva leva ao sucesso

 

Um negócio inovador também não se sustenta se não tiver uma vantagem competitiva. É esse fator que permite que a empresa não precise ficar “correndo atrás do próprio rabo” ou “andando em círculos”, ou seja, não precise alterar sua estratégia, seu negócio, o tempo todo, buscando novas opções para o sucesso. 

 

Quando se tem esse ativo, a empresa pode investir sua energia na busca pela próxima vantagem competitiva, que irá novamente impulsioná-la mais adiante. Sempre gosto de citar como exemplo a Netflix, uma das mais bem-sucedidas empresas globais da Nova Economia. Quando foi competir com a Blockbuster no aluguel de filmes, a empresa criou a assinatura e entrega de DVDs em domicílio. Quando a concorrência começou a se organizar para fazer a mesma coisa, a Netflix passou a entregar conteúdo em streaming. Todo o mundo correu atrás, e a empresa teve tempo suficiente para ser a líder, usufruindo das vantagens competitivas que construiu ao longo dos anos e dando um passo adiante: lançando suas próprias produções na plataforma. Com isso, o cliente não precisava mais ir até a locadora, e pode ganhar acesso imediato para assistir o que quiser, além de contar com conteúdo exclusivo e de qualidade. Nos três momentos, a Netflix enfrentou pesada concorrência, mas continuou a cobrar um valor justo por seu serviço. Isso preserva o ciclo virtuoso: cobrando um preço justo, a empresa democratiza o acesso ao serviço, agrega mais clientes, e então tem mais recursos para continuar a apostar em inovação e planejar a próxima vantagem competitiva.

 

Ousadia é o caminho

 

Se eu fosse escolher uma única palavra para me referir às empresas da Nova Economia, essa palavra seria ousadia. Antes de qualquer outra coisa, para alcançar o sucesso nessa nova realidade econômica, é preciso ousar, não ter medo de apontar novos caminhos, de se arriscar. É necessário ter sempre em mente que risco, falha, transparência radical, inovação e sucesso caminham juntos. Ou seja, sem um desses fatores, é muito difícil conseguir o outro. Não é viável querer inovar sem falhar ou correr riscos, ou ter um negócio bem-sucedido sem ser transparente.

 

A inovação pressupõe o risco, e acarreta também abrir mão de algo hoje para tentar ter algo amanhã. É preciso ter coragem para se desfazer da segurança do presente para vislumbrar o futuro que se aspira: o de negócios disruptivos e que façam a diferença para a sociedade, beneficiando a todos e apresentando soluções que funcionam. Na Nova Economia, a “conta em dólares” chega sempre no final.

 

Diego Barreto é Vice-Presidente de Finanças e Estratégia do iFood e professor de estratégia, negócios digitais e nova economia. É mestre em administração pelo International Institute for Management Development (IMD Business School), com passagens acadêmicas pela  Fundação Getulio Vargas (FGV) e Fundação Instituto de Administração (FIA). Mentor Endeavor e da 500 Startups (Vale do Silício). É autor do livro NOVA ECONOMIA - Entenda por que o perfil empreendedor está engolindo o empresário tradicional brasileiro

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