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Beltrame afirma em palestra que “não é papel do Exército controlar a segurança pública, mas eles podem ajudar”

                                                                       
                                                                                Palestrante da Star falou sobre os grandes desafios da segurança pública no País

Em palestra realizada no Credit Suisse Latin America Investment Conference 2018, no último dia 31 de janeiro, no Grand Hyatt Hotel, em São Paulo, o palestrante da Star José Mariano Beltrame - o mais longevo secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, cargo que ocupou entre 2006 e 2016, falou sobre os grandes desafios da segurança pública no País, a desconfiança entre cidadãos e policiais, crime organizado, tráfico de drogas, armas, controle de fronteiras, precariedade de serviços públicos, entre outros assuntos.
 
Criador das UPPs, o ex-secretário afirmou que “segurança pública não é igual a polícia” e ressaltou a importância de investimentos em saúde, educação e infraestrutura urbana para reduzir criminalidade.
 
Sobre o Exército nas ruas, Beltrame foi enfático: "Em tese não é o papel do Exército controlar a segurança pública, mas não podemos nos dar ao luxo de ter milhões de aquartelados se preparando para um evento que fatalmente não vai ter”.
 
Segundo ele, em tese, não é o papel do Exército controlar a segurança pública. “Eles não têm esse papel, não tem essa história e poderia até dizer que eles não estão preparados para isso. Mas eu acho que eles podem, em um primeiro momento, cuidar da fronteira. Se analisarmos essa questão das fronteiras, ela é vista em vários países como uma questão de soberania nacional. E soberania nacional é uma palavra chave para as Forças Armadas. Mas aí vão dizer: ‘tem a Constituição”. Ok, eu também concordo, mas nós vamos continuar com milhares de pessoas morrendo por que a Constituição não deixa? Mudar a Constituição no Brasil, mudam de madrugada”, destacou.
 
Na palestra, José Mariano Beltrame também abordou sobre o crime organizado – que segundo ele, está sob a esfera de algumas pessoas que mandam milhões para fora do país e deixam de investir em educação, saúde e segurança. “A nossa sorte é que o tráfico de drogas no Brasil ainda é desorganizado. Eu diria que o crime organizado está na Lava Jato, no crime do Colarinho Branco, no crime de Evasão de Divisa, Sonegação Fiscal e na Lei de Licitações. A droga e a arma aqui são um problema, mas não é uma estrutura organizada como se vê conceitualmente no crime organizado. Eu vejo muito mais como um varejo do que como uma estrutura organizada. Estrutura organizada que tem nesse ramo é o PCC paulista, mas ele não tem como carro chefe a droga, ele tem mais a obtenção de dinheiro como assalto a banco, carro forte, explosão de caixas eletrônicos. Se querem dinheiro assaltam o carro forte como fizeram no Recife e levaram 60 milhões. Como fazer 60 milhões vendendo papelote de cocaína? Então eu vejo que as facções no resto do Brasil ainda não estão no tráfico de drogas”, analisa.
 
Sobre as UPPs, Beltrame destacou que todas as ocupações realizadas foram muito bem-vindas pela população. “Foi um momento importante para a Polícia Militar e Polícia Civil também iniciarem uma aproximação com a população e reverter o paradigma de que a polícia se afastou da sociedade e a sociedade se afastou da polícia”.
 
 

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